Das listas que fiz pra chegar aqui

É difícil ter outro assunto. Semana de estréia. Adoeço. Amanheço. Morro. Renasço. Em cada trabalho tento ser, estar, viver sobre aquele assunto. E esse me transforma em um instrumento grave, na trajetória retilínea quase trágica de quem se despe seus medos, anseios, pudores e se entrega em sacrifício. Poesia? Dança? Teatro? Listas? Não consigo esquecer um diálogo da peça: "-Está com fome? -Não. Estou com febre! (...) Perdi você para o mundo". Sequências em ponché. Virginia Woolf. Borges. Clarice Lispector. Anderson Aníbal. Umberto Eco. Pessoa. Bausch. Caio.

E o friozinho na barriga...

Três mulheres. Todas as mulheres. Um. O ser humano. A vida. As pequenas mortes diárias. A solidão. Uma outra dimensão. Vestidos. Sapatos. Botões e bolas de gude. As cordas. Sustentação ou âncora? O que eu preciso para viver?

"As omoplatas dela encontram-se em suas costas como as asas de uma pequena borboleta. E enquanto ela fixa os algarismos traçados a giz, sua mente se aloja naqueles círculos brancos; caminha solitária através dos arabescos em direção ao vazio.

E o friozinho na barriga...

"Nada disso, claro, é uma explicação. (...) Mas seria impossível dizer que tudo isso não me assombra".

E o friozinho que sobe a espinha e pára no peito.

Vertigem. Labirinto. Saídas?

Permanência.

Sobrevivência.

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